A assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul foi oficialmente adiada para janeiro de 2026, após negociações intensas no Conselho Europeu em Bruxelas. O tratado, que vinha sendo discutido há mais de 25 anos, estava previsto para ser assinado ainda em dezembro durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Brasil, mas acabou postergado devido à falta de consenso entre os países europeus e à pressão de grupos agrícolas contrários ao acordo.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou aos líderes do bloco que seriam necessárias semanas extras de diálogo para atender às demandas de alguns Estados-membros, especialmente no que diz respeito a proteções para o setor agrícola. Países como França e Itália expressaram preocupações maiores, defendendo salvaguardas para seus produtores locais antes de avançar com a assinatura.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera atualmente a presidência rotativa do Mercosul, mencionou que a primeira-ministra italiana pediu mais tempo para garantir apoio interno ao acordo. Apesar do adiamento, ele afirmou que as negociações seguem abertas e que há expectativa de que o pacto seja finalmente assinado no início do próximo ano.
O acordo entre a UE e o Mercosul é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, com potencial para reduzir tarifas e ampliar o intercâmbio entre os dois blocos, abrangendo um mercado de centenas de milhões de consumidores e grande parte do PIB global.
Fonte: Exame
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