Agro bate recorde de exportação no semestre, impulsionado por carnes e soja

Exportações de carne bovina e frango in natura, além da soja, atingem máximas históricas para período

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o recorde de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas principalmente pelo desempenho das carnes, da soja e do algodão.

Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o resultado foi sustentado pelo aumento do volume embarcado de diversos produtos, apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, como açúcar e café.

A China permaneceu como principal destino das vendas externas do setor, respondendo por 35,1% das exportações, com compras de US$ 30,5 bilhões, alta de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência entre os principais mercados.

soja em grãos permaneceu como principal produto da pauta exportadora do agro, registrando recorde de volume, com 69,6 milhões de toneladas embarcadas no semestre, alta de 7,1% sobre igual período de 2025.

As exportações de carne bovina in natura também atingiram máximas históricas, somando US$ 9,1 bilhões, avanço de 38,5%, e 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 16,2%.

carne de frango in natura também apresentou desempenho recorde, com exportações de US$ 5 bilhões, alta de 17,8%, e 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 13,7%. Japão, União Europeia e China responderam por mais de 78% da expansão das vendas da proteína no semestre.

Outro destaque foi o farelo de soja, que movimentou US$ 4,6 bilhões, alta de 14,8%, com recorde de 12,7 milhões de toneladas embarcadas. O Irã foi o mercado que mais ampliou suas compras do produto brasileiro, com aumento de 571,3% em relação ao primeiro semestre de 2025.

As exportações de algodão também alcançaram o maior valor da série histórica para o período, totalizando US$ 2,8 bilhões, avanço de 12,5%, impulsionadas pelo aumento de 21,4% no volume exportado.

A China foi o principal destino, com crescimento de 160% nas compras. O milho completou a lista dos destaques, com exportações de US$ 1,7 bilhão, alta de 20,6%, favorecidas pelo aumento dos embarques para Vietnã e Egito.

Na direção oposta, alguns dos principais produtos da pauta registraram retração. As exportações de café verde caíram nos principais mercados consumidores, como Estados Unidos, União Europeia e Japão.

Já o açúcar bruto teve queda de 24,5% na receita, reflexo da redução de 21,9% no preço médio internacional e de uma leve diminuição no volume embarcado. A celulose também apresentou recuo de 4% no valor exportado devido à menor quantidade comercializada, apesar da alta dos preços médios.

Ao todo, o primeiro semestre de 2026 registrou recordes históricos de exportação para diversos produtos do agronegócio, entre eles soja em grãos (volume), carnes bovina, suína e de frango (valor e quantidade), algodão, farelo de soja, bovinos vivos, café solúvel, DDG, arroz, mangas e óleo de milho, evidenciando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Fonte: CNN

+ posts

Fundada em 1986, a COMEX, pioneira em desenvolvimento de aplicações para gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior.

Compartilhar:

Posts recentes

Chile impulsiona recuperação das exportações de ovos do Brasil

Demanda crescente do Chile é reflexo do primeiro caso de gripe aviária no país e...

Certificação OEA impulsiona adoção de tecnologia para compliance aduaneiro

Empresas recorrem à auditoria contínua para reduzir riscos, evitar multas e preservar benefícios estratégicos no...