eComex alerta empresas para etapas finais do desligamento da DI e reforça urgência na migração para a DUIMP

Cronograma prevê novos desligamentos a partir de 31 de agosto e conclusão da transição para casos remanescentes em dezembro; empresas que não se prepararem podem enfrentar atrasos, custos adicionais e riscos de desabastecimento

Brasília – Asempresas brasileiras que ainda não concluíram a migração para a Declaração Única de Importação (DUIMP) precisam acelerar a preparação para as etapas finais do desligamento da Declaração de Importação (DI). O cronograma de transição para o Novo Processo de Importação (NPI) prevê novos desligamentos a partir de 31 de agosto de 2026 e etapas remanescentes em dezembro.

Diante da proximidade dos prazos, a eComex, empresa especializada em tecnologia para comércio exterior, alerta que a mudança não deve ser tratada apenas como uma troca de sistema: a adaptação envolve revisão de processos, estruturação do catálogo de produtos, adequação tecnológica e treinamento das equipes.

A migração para a DUIMP faz parte do processo de modernização do comércio exterior brasileiro e consolida a transição para um modelo mais integrado e digital por meio do Portal Único de Comércio Exterior. Para André Barros, CEO da eComex, um dos principais riscos é as empresas subestimarem a dimensão da mudança e deixarem a preparação para a última hora.

“A empresa não pode olhar para a DUIMP como se fosse simplesmente desligar um sistema e ligar outro. Mudam processos, tecnologia e a própria maneira de executar as operações. É preciso preparar a empresa, organizar as informações dos produtos, revisar processos, adequar a tecnologia e treinar as pessoas. Quem deixar essa preparação para a última hora corre o risco de enfrentar problemas justamente quando a DI deixar de ser uma alternativa.”

Entre as adaptações necessárias está a criação e organização do catálogo de produtos, com informações como classificação fiscal e atributos, além da adequação dos procedimentos relacionados às licenças de importação e ao LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos). A eComex recomenda que as empresas que ainda não iniciaram a transição comecem imediatamente a operar com a DUIMP, identificando gargalos e ajustando seus processos antes do desligamento da DI.

Possíveis impactos

A falta de preparação pode gerar impactos que vão além da operação de comércio exterior. Caso uma empresa não consiga realizar o desembaraço de uma mercadoria, a carga pode ficar parada, gerando custos adicionais e comprometendo a produção. Dependendo do setor, o problema pode se estender por toda a cadeia de fornecimento e chegar ao consumidor final, com risco de desabastecimento.

“O impacto de uma operação que não funciona pode ser muito maior do que um atraso pontual. Uma carga parada representa custo e pode comprometer a produção de uma empresa. Em determinados segmentos, isso também pode afetar toda uma cadeia de fornecimento e até gerar desabastecimento no mercado. Por isso, a preparação para a DUIMP deve ser tratada como uma prioridade de negócio, e não apenas como um projeto de tecnologia”, afirma Barros.

Para a empresa, a operação antecipada com a DUIMP é uma das principais formas de identificar eventuais problemas antes da conclusão da transição. A preparação também deve incluir a capacitação dos profissionais envolvidos, já que a mudança exige uma nova dinâmica de trabalho e não apenas a adaptação dos sistemas.

“Quem ainda não começou precisa correr. O momento agora é de testar a operação, entender quais são os gargalos e descobrir o que precisa ser alterado antes do desligamento. Não é uma mudança que se resolve de um dia para o outro. Quanto mais perto chegamos das últimas etapas, menor é a margem para fazer ajustes”, destaca o CEO da eComex.

Inovações marcam uma nova etapa do comércio exterior brasileiro

A consolidação do Portal Único e o desligamento progressivo da DI representam, para a eComex, um marco na modernização do comércio exterior brasileiro e o início de uma nova etapa para o setor. Na avaliação da empresa, esse “mundo novo do comércio exterior” é impulsionado pela convergência de três movimentos: a transformação promovida pelo governo, que simplifica e digitaliza processos; o avanço da tecnologia e da inteligência artificial, que amplia as possibilidades de automação; e a chegada de uma nova geração de profissionais, mais familiarizada com essas ferramentas e aberta a novas formas de trabalhar.

“O desligamento da DI é o início, sem volta, de um novo mundo para o comércio exterior. Essas três forças estão convergindo e criando um ambiente completamente diferente. Agora, a indústria também precisa subir a régua e acompanhar essa transformação”, conclui Barros.

Fonte: Comex do Brasil

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Fundada em 1986, a COMEX, pioneira em desenvolvimento de aplicações para gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior.

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